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OMS relaciona aumento de pessoas com danos auditivos ao uso de fones de ouvido


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De acordo com um estudo feito pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e divulgado nesta terça-feira (12) pela Organização das Nações Unidas (ONU), os hábitos musicais de pessoas nascidas a partir da década de 1980 podem estar causando problemas à audição de toda essa geração.

Segundo os dados, em 2010 cerca de 360 milhões de pessoas no mundo sofriam de perdas auditivas debilitantes. Em 2018, esse número subiu para 466 milhões e, de acordo com as previsões, espera-se que esse valor quase dobre até 2050, alcançando o número de 900 milhões de pessoas — basicamente 10% de toda a população mundial daqui a 30 anos.

Shelly Chadha, otorrinolaringologista responsável pela pesquisa, prevê que mais de 1 bilhão de jovens correm o risco de sofrer perdas auditivas no futuro próximo devido ao hábito de ouvir músicas utilizando fones de ouvido, que muitas vezes têm uma saída de som em níveis mais elevados do que os considerados seguros pela Organização.

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Por isso, a OMS está propondo às fabricantes de smartphones e outros aparelhos que reproduzen áudio que criem reguladores que garantam que as pessoas não escutem músicas muito altas e durante muito tempo, ajustando automaticamente o volume para um nível que não cause ao ouvido.

Outra coisa que a OMS também está averiguando são os níveis de volume em locais públicos, como casas de show, bares e arenas esportivas. Esses locais já são sujeitos a leis que regulam o nível de barulho permitido, mas essas diretrizes não costumam ser sempre respeitadas, e a OMS está trabalhando na criação de toda uma estrutura regulatória que não permita que esses locais operem com sons acima do permitido de modo constante.

Por enquanto, a União Europeia é o único órgão do mundo que determina que todos os dispositivos de áudio pessoais (fones de ouvido, por exemplo) sejam regulados para operar em um padrão de no máximo 100 db, e a ONU espera que seu relatório sobre o aumento de casos de problemas de audição possa fazer com que mais regiões criem leis regulatórias do tipo.

Fonte: Reuters

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